HISTÓRIA DA UNIDADE EDUCACIONAL
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Centro Estadual de Ensino Tecnológico Paula Souza
Escola Técnica Estadual “Cel. Fernando Febeliano da Costa” (“Escola Industrial”)

No cenário educacional de Piracicaba a Estadual “Cel. Fernando Febeliano da Costa” - Escola Industrial ocupa um lugar de destaque.

Criada pelo Decreto-Lei nº 14.281, de 10 de novembro de 1944, assinado pelo então Interventor Federal, Governador Fernando Costa.
Embora criada no ano de 1944, a sua instalação só foi possível quase sete anos mais tarde. Efetivamente no dia 04 de maio de 1951, a Escola se instalava e entrava em funcionamento num prédio doado pela Prefeitura e em barracões adaptados para oficinas, salas de corte e costura e de artes culinárias, à Rua do Rosário, mesmo local onde funcionara anteriormente a Escola Complementar de Piracicaba.

Quando a Escola foi inaugurada era Diretor de Departamento do Ensino Profissional do Estado, o Profº Arnaldo Laurindo, e o Prefeito de nossa cidade era o Sr. Luiz Dias Gonzaga.

A Escola teve como primeiro diretor o profº Mário Boscolo, um dos grandes incentivadores para a criação desse estabelecimento de ensino.

Passaram também pela direção os professores Francisco Mezzacappa, Danilo Sancinetti, Vilson Ferreira, Waldemar Rocha Campos, Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme, Rosely Pádua, Luis da Luz, Arnaldo Sorrentino, Maria Isabel Gonçalves Torresan, Vera Lígia Semedo Schiavuzzo, Carlos José Coelho e Teresinha Specht Finguerut que empreenderam na educação profissionalizante um grande dinamismo, fortalecendo, ainda mais, a instituição.

Os primeiros professores do estabelecimento de ensino foram: Henrique W. Muller,Marcira Pereira de Araújo, Ivone Casale Padovani, Maria Salomé Lima Anti, Josefina da Silva Carvalho, Elisabeth Otvos, Francisco Mezzacappa, Danilo Sancinetti, Renato Modesto Barbosa, Antonio Godoy Domingues, José Benedito Adamoli, Alice de Souza, Nilza Cippolotti e Plínio Chirello. O orientador educacional era o Sr. Deusdeth Gobbo; o contador era o Sr. Milton Rontani; o zelador era o Sr. Celso Norder; o almoxarife era o Sr. Jorge Moyses; o guarda-escola era o Sr. Manoel Martins Barbosa; os serventes eram os Srs. João Batista Ribeiro, João Batista Marçal e a Sra. Helena Teixeira Gramático.

Cumpre destacar o pioneirismo de Piracicaba através da Escola Industrial sendo a primeira a colocar em funcionamento os cursos noturnos, permitindo que a juventude que trabalhava durante o dia pudesse estudar em cursos noturnos.

A instalação e funcionamento da Escola Industrial de Piracicaba, foi motivo de orgulho dos piracicabanos, pois na época, éramos uma das poucas cidades com esse privilégio, visto que na ocasião o Brasil possuía apenas 27 escolas destinadas à formação de técnicos industriais e dessas, apenas oito funcionavam no Estado de São Paulo.

No ano de 1953, a escola Industrial “Coronel Fernando Febeliano da Costa” foi transformada em Escola Técnica pela Lei nº 2.216/53, e em outubro de 1959, o deputado Leôncio Ferraz Junior, propunha em Projeto de Lei de n° 1.842/59, “que a Escola deveria manter mais os seguintes cursos: Metalúrgica, Mecânica e Química Industrial, os quais se instalaram mais tarde, em forma de convênio.”

Em 1970, Piracicaba ganhou um novo estabelecimento: o Colégio Técnico Industrial, que iniciou suas atividades em 1971 no mesmo prédio e sob a direção, também, do Professor Danilo Sancinetti, oferecendo dois cursos: Eletrotécnica e Mecânica, nos períodos diurno e noturno.

No ano de 1971, com a inauguração do prédio novo, com frente para a rua Monsenhor Francisco Manuel da Rosa, permanecem Ginásio e Colégio, havendo a separação das direções em 1974, quando assume a direção do ginásio o Professor Vilson Ferreira.

Esta instituição de ensino foi precursora do ensino profissionalizante em nossa cidade, coordenou e sediou inúmeras reuniões e exposições pedagógicas, destacando a realização do EXPOTEC – Exposição dos Colégios Técnicos, com a participação das cidades de aguai, Amparo, Americana, Bragança Paulista, Campinas, Itatiba, Jundiaí e Mogi Mirim, no período de 14 à 16 de dezembro de 1973.

A escola realizou, em conjunto com a Escola “Profº Elias de Mello Ayres”, no ano de 1970, uma sessão camarária simulada, como parte do programa da cadeira de Educação Moral e Cívica. A sessão se desenvolveu dentro das normas regimentais da própria Câmara de Vereadores.

Na ocasião, os “alunos vereadores”, usaram a tribuna para focalizar assuntos de interesse público e cultural, e apresentaram, inclusive, Projetos de Lei, Requerimentos e Indicações.

A escola também teve preocupação no desenvolvimento da cultura entre seus alunos, para tanto, sob a coordenação do Profº Danilo Sancinetti, formou a “Banda Marcial”, reconhecida nacionalmente, sendo um dos orgulhos da cidade de Piracicaba.

A Banda Marcial atuou no período de 1959 à 1973, e realizou apresentações em 54 cidades brasileiras, além da participação nos eventos da nossa cidade. Foi oito vezes consecutiva Campeã dos Jogos Abertos do Interior; foi Campeã do 1º Campeonato de Fanfarras de Piracicaba (1959); foi cinco vezes Campeã do Concurso de Bandas “Morada do Sol” da cidade de Araraquara; foi duas vezes consecutivas Campeã do Concurso de Bandas e Fanfarras da Radio Record (1964 e 1965), participou do 1º Jogos Internacional da Primavera, realizado na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1965, sendo aplaudida em pé pelo público que lotou as dependências do Maracanã. Foi convidada para participar do Torneio das Estrelas, no Paraguai.

No ano de 1971, jovens estudantes de várias escolas da nossa cidade reuniram-se para fazer teatro, resultando na formação do grupo amador “Musiastro”, o qual estreiou a peça “Rifa”, de Octávio, nas dependências do auditório do Centro Acadêmico “Luiz de Queiroz”, numa promoção da Escola Técnica Industrial.

No ano de 1972, especificamente no dia 17 de maio, quando se comemorava o Dia Mundial das Telecomunicações, o Centro Cívico e o Grêmio Estudantil do Colégio, sob a coordenação do Profº Mauricio Breternitz, inauguraram o Clube de Radiomadorismo, proporcionando aos alunos a oportunidade de se comunicarem com vários estados brasileiros, além da Espanha e Japão.

No dia 07 de setembro de 1972, dentro da programação oficial comemorativa ao Sesquicentenário da Independência, após o encerramento do grandioso desfile, os alunos do Ginásio, sob a orientação do Profº Danilo Sancinetti e demais professores daquela instituição de ensino, encenaram, com todos os detalhes, numa dramatização espetacular defronte a Catedral de Santo Antonio, “O Grito de Nossa Independência”. O evento marcou, brilhantemente, tão significativa data, e contou com a participação de 100 figurantes, além do rico cenário, pintado pela Profª Nilza Cipolotti com a colaboração das alunas da Escola Industrial, do riacho para a encenação do “Grito da Independência”, providenciado pelo Corpo de Bombeiros de Piracicaba, culminando no baile da corte, ocasião em que foi executado ao vivo o “Hino da Independência”.

Aquela instituição de ensino também promovia intensa programação esportiva, incentivando seus alunos para a prática saudável de esportes em suas diversas modalidades (basquetebol, futebol, xadrez, etc.), promovendo, também, através dos campeonatos realizados, a integração e confraternização entre o corpo docente e discente da escola. No ano de 1970, durante a realização do Campeonato Intercolegial de Esportes de Piracicaba, organizado pela Delegacia Regional de Educação Física e Esportes, a Escola sagrou-se campeã feminina e vice-campeã geral. Participou, também, com destaque das edições do Torneio “Antonio Romano”.

Anualmente, no dia 16 de outubro, dia do nascimento do patrono da escola, o “Cel. Fernando Febeliano da Costa”, sempre foi realizada intensa programação comemorativa, relembrando a sua excelsa figura de administrador piracicabano, que tantas conquistas e benfeitorias realizou por nossa cidade.

No período de 1960 à 1980, a Escola contou com a atuante colaboração da APM – Associação de Pais e Mestres, uma das mais bem organizadas do Estado de São Paulo. A Associação desenvolveu importante trabalho junto aquela instituição de ensino, beneficiando e facilitando todo o trabalho da escola.

Por aquela conceituada instituição de ensino formaram-se e qualificaram-se milhares de profissionais nas mais diversas áreas, que muito contribuíram para o desenvolvimento não só de Piracicaba como do estado e país.

Hoje, sob a direção da Profa. Teresinha Specht Finguerut, e a denominação da Escola Técnica Estadual “Coronel Fernando Febeliano da Costa”, pertence ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, possui ensino médio e os seguintes cursos técnicos gratuitos: Técnico em Administração (períodos vespertino e noturno); Técnico em Enfermagem (períodos manhã e vespertino); Técnico em Eletrotécnica (período noturno); Técnico em Logística (período noturno); Técnico em Mecânica (período noturno); Técnico em Nutrição e Dietética (períodos vespertino e noturno); Técnico em Segurança do Trabalho (período noturno), atendendo 1000 alunos, que ao concluírem seus cursos são absorvidos pelo mercado de trabalho local.

Essa instituição já atendeu durante um ano letivo até 1.700 alunos, porém hoje, pela política educacional instituída pela Lei nº 9.394/96, em que não se fez mais investimentos no ensino técnico, houve uma redução drástica dos recursos destinados ao desenvolvimento dos cursos, o que levou a diminuição de ofertas de vagas.

A Escola, embora tenha espaço físico ocioso que poderia atender a demanda existente, necessita de urgente modernização e revitalização, especialmente em seus equipamentos, para melhor acompanhar a evolução tecnológica que ocorre no mercado de trabalho.

À partir de 1994, num esforço conjunto da atual Direção e da atuante Associação de Pais e Mestres – APM, a estrutura física que estava em precaríssima situação, recebeu importantes reformas, os equipamentos, além de antigos, encontravam-se danificados, recebendo, também, os cuidados e manutenção necessária.

Apesar de todos os esforços, a Escola carece ainda de muitas melhorias, especialmente na atualização/modernização de seus equipamentos, para continuar a oferecer um ensino de qualidade e ampliar a oferta de vagas, sendo necessário, para tanto, o apoio financeiro do Estado.

O atual corpo docente da Escola é composto pelos professores Adriana Palmieri Gomes, Alda Martins Teixeira de Souza, Alessandra Aparecida Zílio Cozzo Siqueira, Américo Haruo Takami, Ana Elisa Ártico, Ana Maria S. Delgado, Ângela Márcia Fossa, Antonio Frederico Simioni, Aracy Campos Furlan, Arnaldo Costa Júnior, Cláudia Palhano Castanho, Caludinei Bigaton, Creonice de Carvalho Godoy, Cristina Donadelli Sacchi, Edson Roberto Rezende, Eduardo José Pontin, Elias dos Santos Júnior, Eloise Santucci Ribeiro, Fábio Jorge do Couto, Fábio Ricardo Chieregatti, Flávio Amorim Gomes de Araújo, Gabriela Zanin, Gerson Samuel Machado, Geraldo Crócomo, Jorge Alberto Françoia, José Faganello, Klauber José Marcelli, Lourival Antonio Mesquita, Luciana Mara Stipp, Lucilene Ferreira da Silva, Luiz Darci Cucolo Júnior, Luís Carlos Martins, Márcia Regina Dal Medico, Márcia de Souza Capretz, Marco Aurélio de Castro Ribeiro, Maria Cristina M. Annicchini, Maria Goreti P. L. Nakamura, Maria Lúcia Amaral, Maria Lúcia Noronha Duarte, Maria Luíza C. B. Portes, Marina Ferrari Faganello, Marisa Serrat G. Iembo Dumit, Marisa Natalina Furlan Sega, Minéia Ferreira Schievano, Nádia Milori Simi de Ramos, Noeli Gazzi Zulian, Pedro Luís Schiavuzzo, Rachel Faria Camargo, Regina Helena Rizzi Pinto, Rosana Lavorenti Fellet, Roseneide Cristina Ferraz Cella, Sandra de Jesus Duarte da Silva, Sandra Voltani Queiroz, Sandra Regina Morato Soares Tibério, Teresinha Specht Finguerut, e Tereza Mitsue Horibe.

Atutalmente a instituição conta com um auxiliar de instrução a Sra. Maria Cristina Siqueira Corazza.
O quadro de funcionários administrativos da Escola é composto pelos seguintes servidores: Américo Giraldella Neto, Ana Maria dos Santos, Aparecida de Fátima Soares Melero, Apparecida Maria Papetti, Arnaldo Pereira de Freitas, Edson Plats de Almeida, Magaly Aparecida Bonifácio, Maria Clementina Correa, Maria Inês Perez Godoy, Rosa Maria Gabriel de Souza e Vera Lígia Semedo Schiavizzo.

Resumo:

Piracicaba, industrializando-se, precisava cada vez mais de mão de obra especializada. A Escola Industrial, sonho antigo, foi acelerada diante do expansionismo industrial Piracicabano na “Era Dedini”.

Inaugurada em 04 de maio de 1951, foi inicialmente instalada em um prédio da Prefeitura, com casas feito barracões, onde havia funcionado a Escola Complementar. Era o final da administração de Luiz Dias Gonzaga. O primeiro diretor da Escola Industrial foi Mário Bóscolo, que permaneceu no cargo por 18 anos, sendo substituído, em 1969, pelo profº Danilo Sancinetti.

A Escola Industrial foi a primeira em Piracicaba a fornecer cursos noturnos. Em 1942, dirigida pelo Profº Danilo Sancinetti, foi criada a Fanfarra do Industrial, que se transformaria na famosa Banda Marcial que, até o final deste século, tem-s apresentado em todo o País, vencendo concursos e merecendo aplausos.